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freelasconecta 25 de Julho de 2022

5 MOTIVOS PELOS QUAIS O DIA DA MULHER NEGRA, LATINA E CARIBENHA É TÃO IMPORTANTE DE SE COMEMORAR

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Quer entender um pouco mais sobre esse marco histórico? Acompanhe este artigo até o final para ver os motivos que separamos!

O Dia da Mulher Negra,Latina e Caribenha é comemorado no dia 25 de julho. A data foi instituída pelo governo brasileiro em 2014 por meio da Lei nº 12.987/2014 e tem o objetivo de nos lembrar do combate histórico dessas mulheres contra o racismo, sexismo, discriminação social e de gênero, entre outros preconceitos enfrentados até hoje.

Esta data também é marcada pela trajetória da líder colombiana Tereza de Benguela bem como de outras mulheres pretas que, assim como ela, conquistaram o seu espaço em meio a tanta desigualdade e preconceito.

Confira:

1) Conheça a história da líder colombiana Tereza de Benguela

Este dia também faz referência à colombiana Tereza de Benguela, mulher negra que ao perder o seu marido, líder do Quilombo Piolho, no século XVIII, tornou-se líder da comunidade negra e indígena, e resistiu à escravidão por duas décadas.

Muitos a chamavam de "rainha do Quilombo de Quariterê, no Mato Grosso", por sua determinação em zelar pelo trabalho do quilombo no cultivo de algodão, milho, mandioca, feijão e banana, e por comandar a estrutura política, econômica e administrativa da comunidade. Em 1970, o quilombo sofreu um ataque e Tereza foi assassinada, tendo a sua cabeça exposta.

A líder colombiana deixou um legado de resistência e incentivo para os negros e indígenas lutarem por sua libertação e reconhecimento de seus direitos, como um povo que merece ter seu espaço respeitado na sociedade.Esta mulher defendeu a representatividade étnica racial, unindo negros, brancos e indigenas e, dessa forma, Tereza Benguela se tornou um símbolo de resistência em oposição à escravidão.

2) Visibilidade: mulheres negras como um marco na história brasileira

Assim como Tereza Benguela, outras mulheres negras tiveram a sua trajetória de luta e resistência em distintas circunstâncias na América Latina. Contudo, grande parte das mulheres que se destacaram como artistas, escritoras ou como líderes políticas, tiveram pouco reconhecimento em função da desigualdade racial e gênero. Trata-se, na verdade, de um processo de apagamento histórico e intencional dessas mulheres e narrativas

Você já leu o livro Úrsula? Pois bem, esta obra foi lançada em 1860, por Maria Firmina dos Reis, sendo a primeira romancista negra a ter um livro divulgado no país. Natural do Maranhão (MA), foi aprovado em um curso na cidade em que morava, tendo o privilégio de ser a primeira mulher aprovada para o cargo de professora. Ao exercer a sua profissão como pedagoga introduziu a primeira escola em que brancos e pretos estudavam juntos.

Antonieta de Barros, filha de uma ex-escrava, com formação em jornalismo e professora, foi a primeira mulher negra deputada estadual do Brasil e a primeira deputada da sua cidade natal, Santa Catarina. Apoiava e defendia bravamente a igualdade racial e de gênero no país para oferecer uma educação de qualidade para as mulheres.

Como bons brasileiros, amamos o samba, e Dona Ivone Lara, ou melhor, Yvone da Silva Lara, foi responsável por inserir a mulher nas rodas de samba das escolas. Em 1965 compôs um enredo para o Império Serrano, o enredo tinha como título: Os Cinco Bailes Tradicionais da História do Rio. Uma curiosidade da história da Dona Yvone: ela sempre escreveu músicas, porém, as apresentava como autoria de um primo, pois as chances de serem ouvidas e aceitas eram maiores.

3) Inspirações e referências literárias

Uma das formas mais legais de se celebrar uma data e um grupo de pessoas é abrindo espaço para divulgar o seu trabalho. É gerando reconhecimento e visibilidade para essas mulheres através do compartilhamento de suas produções intelectuais.

Por isso, selecionamos algumas sugestões de literatura de mulheres pretas e latinas para que essas referências se tornem inspirações e conhecimento compartilhado. Confere aí!

"Lugar de Fala", de Djamila Ribeiro, faz parte da coleção ‘Feminismos plurais’. A intenção da coleção é trazer para o grande público questões importantes referentes aos mais diversos feminismos de forma didática e acessível, com o objetivo de desmistificar o conceito de lugar de fala.

"Por um feminismo afro-latino-americano", de Lélia Gonzalez. A autora é considerada uma das mulheres mais importantes no século XX, atuando de forma ativa na luta contra o racismo estrutural e na articulação das relações entre gênero e raça na sociedade brasileira. No livro, a leitora se depara com textos escritos entre 1979 a 1994 que marcam as ambições democráticas do Brasil e de outros países da América Latina e do Caribe. Interessante, né?

"Irmã outsider: Ensaios e conferências Capa" de Audre Lorde. Mulher negra, caribenha e lésbica, foi uma escritora feminista e ativista dos direitos civis e homossexuais. Neste livro, Lorde nos convida a enfrentar nossos medos e a quebrar silêncios. E examina uma ampla gama de tópicos, incluindo amor, guerra, imperialismo, brutalidade policial, construção de coalizão, violência contra as mulheres, feminismo negro e movimentos pela igualdade.

4) Entenda o cenário: desigualdade no mercado de trabalho

No Brasil, as mulheres encontram-se em alta vulnerabilidade no mercado de trabalho, sobretudo quando se tratam de mulheres negras. Os dados do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa) demonstram que homens brancos com ensino superior têm um salário médio 159% maior do que as mulheres negras que também cursaram faculdade.

Segundo levantamento feito pelo IBGE, em 2019, o rendimento de um homem branco era de R$2.555,00, enquanto o da mulher negra era, em média, de R$1.471,00 por mês. Quando se trata de mulheres negras e indígenas com formação superior em cursos como, por exemplo, medicina, o salário médio, segundo o jornal Economia G1 está na faixa de R$6.370,30, enquanto o do homem branco encontra-se no valor de R $15.055,84 . Surpreendente, né? Agora vamos falar sobre a mulher negra e posições de liderança…

Lamentavelmente elas ocupam somente 3% destes cargos. Não sendo suficiente o preconceito suportado, mulheres negras, deficientes e pertencentes à comunidade LBTQI+ dificilmente chegam a ocupar posições de liderança. De acordo com a ONU, as mulheres negras representam 27% da população, entretanto, apenas 1% estão em cargos de alta liderança.

5) Por que representatividade importa?

Ainda é visto como um desafio trabalhar diversidade e inclusão no mercado corporativo brasileiro. Contudo, mal sabem os gestores sobre os infinitos benefícios que a diversidade gera para as empresas. Ou pior, às vezes, sabem e preferem ignorar. Mas a verdade é que a diversidade traz novas perspectivas, rendimento, troca cultural, experiências, alcance de ótimos resultados e colaboração no crescimento pessoal e profissional de toda a equipe.

Você sabia que organizações que apostam na diversidade tem o desempenho 25% melhor? Tem 21% mais chances de aumentarem os lucros e tem uma cultura de inovação 600% maior? Além disso, segundo um estudo da empresa Deloitte, 23% das pessoas já deixaram seus empregos para trabalhar em empresas mais inclusivas.

Confira aqui empresas que já promovem a diversidade e a inclusão.

Aqui no FREELAS, buscamos sempre compreender as interseccionalidades existentes a fim de contribuir com a inclusão e a representatividade de grupos minorizados.

O FREELAS não é apenas uma plataforma de trabalho. É a única plataforma de contratação e a gestão freelancers do Brasil que tem como foco contribuir com a equidade de gênero, além de ser uma empresa 100% criada e desenvolvida por mulheres.

Isso porque a representatividade, para nós, também é um valor fundamental. Então, sabendo qual é o propósito dos projetos criativos que nossos clientes desejam e seu público-alvo, nós conseguimos encorajar as organizações a contratarem pessoas que dialoguem com esse universo. Assim, evitamos que elas cometam gafes que prejudiquem sua imagem e ainda estimulamos a geração de oportunidades profissionais para grupos sub representados no mercado.

Curtiu a leitura? Gostou de aprender mais sobre esse dia?

Então, conheça mais o Blog do FREELAS! Se liga nessas dicas de leitura:

Maria Mariana Maria Mariana é coordenadora de Comunicação e Marketing do FREELAS e mestre em política social pela Universidade de Lisboa. É comunicóloga, publicitária e pesquisadora de Responsabilidade Social Corporativa e Desenvolvimento Sustentável.
Caroline Lira Caroline Lira é estagiária de Comunicação no FREELAS e graduanda em Publicidade e Propganda no Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP).

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