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freelasconecta 29 de Janeiro de 2021 :: Atualizado em: 01 Junho de 2021

6 empresas que investem em programas de diversidade e inclusão em suas equipes

Inserir diversidade e inclusão em empresas no Brasil não é uma tarefa fácil. A equidade racial e de gênero ainda é um grande desafio a ser alcançado. Mas, os benefícios para uma empresa que investe em uma equipe diversa e inclusiva, por exemplo, vão desde aumento nos lucros, até possibilidade de inovação. Além disso, traz olhares diferenciados para questões que mexem com a imagem corporativa da companhia e pode até aumentar a reputação da corporação.

imagem: Hope McConnell

Uma pesquisa desenvolvida pela Mckinsey & Company em 2017 revelou que empresas que estavam em um nível superior de diversidade de gênero em suas equipes tinham 21% mais chances de aumentar os lucros. Em relação à diversidade étnica e cultural, esses dados são ainda mais significativos com cerca de 35% de probabilidade de alcançar lucros financeiros superiores, se comparadas com empresas que não apostavam nessa cultura corporativa.

Apesar dos benéficos, muitos programas de inclusão ainda estão em fase inicial nas empresas e os resultados são conferidos a longo prazo. Mas só de ser uma empresa em que as pessoas querem trabalhar por oferecer um ambiente de trabalho inclusivo, já garante que a permanência de talentos, um maior senso de pertencimento e reduz a taxa de turnover.

Mas, não adianta falar sobre diversidade, sem falar de inclusão para poder criar um ambiente seguro e de fato diverso para os colaboradores. Além disso, para montar um programa de diversidade para uma empresa é necessário levar em conta a cultura daquela corporação e estruturar programas que se adéquem, sensibilizem e engajem os líderes e colaboradores para aceitarem e respeitarem, não só o programa, mas também os todos que entrarem no ambiente de trabalho.

Para identificar se sua empresa é diversa é necessário um momento de reflexão sobre a equipe e os cargos que cada indivíduo ocupa. O primeiro passo é investigar as características da população brasileira, os dados estatísticos do IBGE. Depois é só observar sua equipe e se perguntar: a sua empresa reflete as características da população brasileira? Esse reflexo se estende em todos os cargos, desde os trabalhos de base até as lideranças?

Se a resposta às perguntas for positiva, parabéns! Sua empresa é diversa. Agora, se as respostas forem negativas talvez seja hora de investir em algum programa de diversidade e inclusão na sua companhia. Para mudar realidades como essas, é que o FREELAS foi criado, uma plataforma que conecta mulheres da economia criativa com empresas para desenvolverem trabalhos com visões diversas e muita criatividade. Além de desenvolver através do expertise da ColetivA DELAS, hub criativo que deu origem à plataforma, diagnósticos e treinamentos personalizados sobre diversidade em ambientes corporativos.

Para inspirar, listamos seis empresas que já sentem a diferença de investir em diversidade, seja com aumento nos negócios, maior identificação com o público e até mesmo se tornar empresas cobiçadas como local de trabalho:

Magazine Luiza

A Magazine Luiza é uma empresa reconhecida pela diversidade de gênero e racial. A companhia lançou um Trainee exclusivo para pessoas negras. Apesar de ser considerada uma das companhias mais diversas, a marca tentou reparar um dano histórico, ao perceber que não possuía pessoas negras nos cargos mais altos da empresa. Com o programa surgiram diversas críticas na internet sobre discriminação do processo seletivo. Diversas hipóteses foram levantadas, até mesmo de "racismo inverso". Mesmo assim, a atitude foi reconhecida por diversas instituições como um importante passo em prol da diversidade racial.

Microsoft

A empresa de softwares investe em diversos programas de diversidade e apoia a igualdade de gênero, contando com a presença de mulheres na liderança de setores importantes da companhia. Além disso, a corporação apoia a liderança de pessoas com deficiência, negros e LGBTs. Os funcionários também são encorajados a contribuir com ideias e soluções inovadoras. O objetivo é incentivar pessoas das minorias a ocuparem espaços de destaque no setor da tecnologia.

Usiminas

A empresa do ramo siderúrgico começou com o programa de diversidade no início de 2019. Num setor com predominância masculina, o objetivo inicial era aumentar a presença de mulheres na empresa. O primeiro passo foi a conscientização das lideranças, com isso, foram estabelecidos cinco pilares para o aumento da diversidade: gênero, étnico-racial, geração, PCD’s e LGBTQI+. Além dos processos internos, os processos de seleção também foram adaptados. Inspirados pelo estudo da McKinsey, em um ano, o número de mulheres na empresa passou de 18% para 40%.

Sodexo

A empresa francesa é uma das maiores em serviços de alimentação, e também uma das mais reconhecidas pelos programas de diversidade. A companhia também nutre cinco pilares de diversidade e atua a mais de 10 anos na luta da inclusão no ambiente corporativo. É referência em equilíbrio de gênero com cerca de 43% de mulheres no Comitê Executivo e 38% no Conselho Administrativo. Em 2018 foi indicada para Top 50 Hall da Fama da DiversityInc.

PepsiCo

Com iniciativas internacionais a favor da diversidade, a PepsiCo, empresa do ramo alimentício, possui hoje 40% da liderança sênior composta por mulheres. Um dos programas mais conhecidos da companhia é o "He for she", que luta pela equidade de gênero. A empresa também comanda programas internos de inclusão de LGBTs e millennials.

Itaú Unibanco

A empresa de serviços bancários tem foco na questão LGBTQI+. Desde 2018, a companhia patrocina projetos na área de diversidade sexual e de gênero. Em parceria com uma consultoria, a empresa também implementou grupos de afinidade, como o "Sou como sou", para atender e cuidar de colaboradores do grupo LGBTQI+ dentro do ambiente corporativo. O grupo também ajuda na transformação dos materiais internos para serem mais inclusivos e representativos.

Andressa Navarro é jornalista, redatora e assessora de imprensa. Defensora das causas feministas e da presença da mulher no mercado de trabalho, colabora para a rede e podcast Elas Programam e para o FREELAS. Premiada pelo Prêmio Aberje de Comunicação Corporativa (2019) e contemplada com uma das bolsas do programa Microbolsas Mobilidade - Agência Pública, para produção de matéria investigativa (2020). Participou do Projeto ENTRE - Capacitação para Mulheres Criativas (2019), da Agência Publicis.

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